A cerimônia de posse do novo prefeito de Belo Horizonte, Álvaro Damião (União Brasil), aconteceu na manhã desta quinta-feira (3) na Câmara Municipal de Belo Horizonte. O evento ocorreu após a morte de Fuad Noman (PSD), que faleceu na semana passada.
Álvaro Damião era vice-prefeito de Belo Horizonte, mas desde o início do mandato, em janeiro deste ano, estava como prefeito em exercício devido a internação do então prefeito Fuad Noman, que deu entrada no hospital para tratar complicações do tratamento contra o câncer linfático.
Desde o final de 2024, Fuad já apresentava complicações no seu quadro de saúde. Em 1º de janeiro, dia da posse do prefeito reeleito, Fuad não compareceu de forma presencial, apenas por vídeoconferência. O discurso preparado por Fuad para a cerimônia de posse foi lido por Álvaro Damião devido às dificuldades de fala já apresentadas pelo então prefeito.
Noman morreu aos 77 anos, em 26 de março de 2025, depois de uma parada cardiorrespiratória.
A cerimônia de posse desta quinta-feira foi liderada pelo presidente da Câmara, Juliano Lopes (Podemos), em conjunto com outros integrantes da Mesa Diretora. O Governador do Estado, Romeu Zema (Novo) também esteve presente e compôs a mesa. Durante o discurso, Zema afirmou que o governo do estado está a disposição e irá colaborar com a gestão municipal.
“Conte comigo, as portas estão abertas. E se não tem meu telefone, eu te passo agora”, falou Zema para o novo prefeito da capital.
Durante seu discurso de posse, Damião agradeceu a confiança que Fuad sempre depositou nele e afirmou que o primeiro projeto que pretende enviar à Câmara de Vereadores de Belo Horizonte será a instalação de uma estátua de bronze de Fuad Noman, na Avenida Afonso Pena, na chamada Praça da Independência. O projeto ainda contempla a mudança do nome da área para “Praça Fuad Noman”.
Após a cerimônia, Damião adiantou, em uma coletiva de imprensa, que não haverá reforma administrativa na Prefeitura, mas que deverá anunciar, nesta sexta-feira (4), mudanças em algumas secretarias já existentes, além da criação de novas pastas.
“Nós não vamos chegar na Prefeitura e sair trocando tudo. Aqueles que vão sair da Prefeitura, eles saem de cabeça erguida, fizeram o trabalho deles. É apenas por filosofia de trabalho a partir de agora. A gente vai mudar pontualmente algumas secretarias em Belo Horizonte, pontualmente. Não tem reforma administrativa em Belo Horizonte, a maioria que estava aqui é da confiança do Fuad e consequentemente da minha confiança também, porque eu sou da confiança do Fuad”, disse.